Tintas e suas características

Pintura em tela, saiba mais sobre as tintas usadas para pintura.

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Tintas e suas características
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Um dos itens fundamentais para a pintura em tela, a tinta é composta basicamente pela mistura de pigmentos, que conferem cores; solventes, que a torna mais fluidas; aditivo que potencializa as suas propriedades e evita a formação de bolhas; aglutinante, que une as partículas dos pigmentos, permitindo que a tinta seja espalhada e varia conforme o tipo, como acrílica ou óleo, as mais usadas nas artes plásticas; e conservante, que evita o aparecimento de micro-organismos.

A escolha depende da técnica que o artista pretende utilizar. Para uma obra rica em detalhes, a tinta a óleo é mais aconselhável. A acrílica é indicada para trabalhos abstratos. Apesar das diferenças, o ponto em comum é que ambas podem ser aplicadas na tela em camadas grossas e consistentes, com o uso de uma espátula ou em combinação da ferramenta e pincéis.

Pigmentos

São partículas coloridas que, misturadas a outras substâncias, são responsáveis por passa o efeito de cor ao material. Um pigmento de tinta necessita de alguns requisitos, tais como ser um pó macio, insolúvel no médium ao qual é utilizado, deve resistir á ação de luz solar sem que haja mudança do tom, não deve exercer ação química prejudicial sobre o médium ao qual for misturado, ser quimicamente inerte, entre outros. Sua classificação se dá por meio de sua origem: inorgânica (terras-naturais, terras-naturais calcinadas e cores sintéticas) e orgânica (vegetal, animal e pigmentos orgânicos sintéticos).

A nomenclatura dos pigmentos advém de suas semelhanças com cores de objetos na natureza, pelo nome de seus inventores ou por suas derivações químicas. Porém, durante muito tempo, houve problemas em relação ao assunto, pois, devido aos fabricantes, muitas vezes uma só cor possuía mais de um nome ou matizes distintas tinham o mesmo. Para acabar com isso, foi adotado um sistema de patrão de cores, criados pela American Society for Testing and Materials (ASTM). Por isso, não são aconselháveis as tonalidades cuja origem do pigmento não é indicada por nome, pois estas não se conformam ás do patrão da ASTM.

Tintas acrílicas

O aglutinamento deste tipo de tinta, também conhecido como “cores de polímeros”, é a resina acrílica. Por ser feita á base de água, apresenta muito mais brilho e, quando seca, deixa o tom ligeiramente escuro e vivo. As próprias cores vendidas em potes ou tubos podem ter a características brilhantes, fosca ou semifosca, dependendo do médium utilizado pelo fabricante. Pode ser diluída – de preferência em água purificada ou destilada (nunca em água de torneira) e com a adição de um bactericida como garantia – e alcançar vários graus de transparência e efeitos opacos, embora de forma menos eficaz que a tinta á base de óleo. O tempo de secagem é reduzido: em questão de horas a pintura está totalmente enxuta, podendo ser envernizada 24 horas após sua conclusão. Por esse motivo, a tinta acrílica não é recomendada para quem não tem muita experiência com pintura, dificultando o manuseio do artista caso haja necessidade de correção do trabalho. Apesar disso, existe médium que podem retardar o processo e permitir ao pintor que trabalhe os pigmentos por mais tempo.

Ela possui baixa toxidade e pouco odor. Uma de suas vantagens é a versatilidade, que traz efeitos interessantes quando misturada a outras técnicas. Embora os pesquisadores afirmem que possuem durabilidade comprovada, a “cores de polimento” só existem há pouco mais de 50 anos e apenas o tempo poderá confirmar a tese.

Tintas a óleo

Á base de óleo de linhaça ou papoula é usada há séculos e ainda ganha destaque, pois tem como vantagens o brilho, a viscosidade e a riqueza de tons que confere ás obras, além de distribuir uniformemente as cores sobre a tela e da flexibilidade de técnicas. A secagem completa pode demorar até seis meses, de acordo com a temperatura do ambiente, do número de camadas sobreposta, da forma de aplicação etc. Isso permite ao pintor que altere e corrija o trabalho, caso necessário. As cores não se modificam muito quando secam e também é possível acelerar a secagem, por meio do secante de cobalto. Com o uso da terebintina, criam-se alguns efeitos, como torna a tela mais opaca ou, ao diluir o produto com óleo, obter um resultado mais brilhante.

Os principais defeitos são o possível escurecimento ou alteração da cor de alguns pigmentos ou o amarelecimento do óleo, além da possível desintegração da película de tinta por rachaduras ou descamação. Mas, podem ser reduzidos ou corrigidos com a escolha de materiais de qualidade e com o correto manuseio da técnica. Quanto á durabilidade, uma pintura a óleo bem produzida pode ser conservada por muitos séculos, como comprovam os acervos dos principais museus do mundo. Mas, quando os procedimentos corretos não são seguidos, pode apresentar problemas irreversíveis ou se estragar em aproximadamente sete anos (saiba mais sobre tinta a óleo aqui).

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