Super dicas para ser uma pessoa mais criativa

Dicas para ser uma pessoa mais criativa

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Super dicas para ser uma pessoa mais criativa
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Super dicas para ser uma pessoa mais criativa
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Há milhares de pessoas que sonham em ser artistas e escritores, pessoas que escrevem secretamente e rasgam o que escreveram, pessoas que pintam, mas não ousam mostrar suas telas para ninguém. Às vezes recebo notícias delas, às vezes as conheço, e se pedem meus conselhos, o que digo é: “Se eu fosse o Mágico de Oz, reconheceria seu problema como falta de coragem artística e lhe daria algum tipo de medalha de ouro que faria seu peito inflar de orgulho, e lhe daria autoconfiança para sair por aí e cometer erros” .

Note que eu não disse “sair por aí e vender seu trabalho”. Não creio que seja esse o problema. Acho que o problema é que milhares de pessoas com alguma habilidade criativa têm ideias bem irrealistas sobre o que envolve fazer arte. Assim, essa lição de vida é para todos os que contam histórias aos netos quando os colocam na cama e sonham ser um escritor famoso, ou um mestre da pintura que pintam belos quadros nas férias e fica se perguntando se poderia vendê-los.

A) Há muito mais na vida artística do que isso, e B) se você puder abrir mão da ideia de um produto final e comprometer-se com o processo interminável da exploração criativa, terá a base de uma vida muito rica. E, talvez, como um subproduto, você pode até produzir algo digno de ser vendido, mas esse não é realmente o ponto. O ponto é experimentar e melhorar, e fazer suas próprias descobertas.

Eu me lembro de quando fazia um curso de educação artística para adultos e minha filha
queria saber como eu estava me saindo. Meu trabalho era bom? O professor dava boas notas? Eu era o melhor da turma? Tentei explicar que aprender arte não funcionava assim, como em uma escola tradicional. Ninguém jamais dizia que seu trabalho era bom. Eles usavam palavras abrangentes como “interessante” e “promissor”. O que diziam, inevitavelmente, até você incorporar a pergunta para não ter de ouvi-la, era “E como você vai levar isso adiante?”.

Levar adiante significava qualquer coisa, de melhorar a destruir, picar e pôr fogo nos pedaços. A lição essencial é que, assim que você se torna possessivo com relação a algo que fez, é melhor embrulhar a obra e sentar em cima dela – e é isso que muitos artistas fazem.

Acabei de desenterrar uma entrevista que fiz com os artistas irmãos Jake e Dinos Chapman, que se mantinham tão afastados quanto era possível dessa abordagem da arte. Mesmo assim, eles tinham algo a ensinar. Dinos disse: “A Arte é profundamente insatisfatória. Se fazer alguma coisa o deixasse profundamente satisfeito, você não sentiria necessidade de fazer outra. Somos atormentados por demônios. O que fazemos é um caminho de lápides”.

Uma lápide feita por Jake e Dinos Chapman valeria muito dinheiro, mas isso é porque, seja qual for sua ideia sobre isso, o trabalho deles ainda está vivo. É o registro de uma contínua autodisciplina e de um inquérito constante que o torna interessante e demonstra ao mundo que eles levam sua arte a sério. Sentindo-se tímido demais para mostrar o que você faz a alguém, mesmo às pessoas que você convida para ir a sua casa, você demonstra que não está levando sua arte muito a sério, por mais que afirme que sua arte é como seus filhos.

Pior de tudo, suspeito que você não está extraindo dela mais do que uma pequena fração de interesse e do entusiasmo que acho que acho que você poderia ter, se fosse mais corajoso.

Então, o que você pode fazer? Se está preso em si mesmo, sugiro que comece a olhar para fora de você e descubra onde seu trabalho pode se encaixar em seu mundo! Vá a exposições, museus, feiras de artesanato, galerias de arte. Procure em bibliotecas, livrarias e na internet (em sites de arte). O que o entusiasma e o inspira? De quem você pode roubar? Estou falando sério. Volte para o seu trabalho com sua nova inspiração e conhecimento e pense como pode mudá-lo. Que vias gostaria de explorar? Que cores e técnicas gostaria de experimentar?

Alguém cuidadoso, controlado e tímido provavelmente vai perder a coragem nesse ponto. Em vez de se sentir inspirado por todo o trabalho que viu, ele vai ficar vulnerável a um esgotamento da autoconfiança. Por isso sugiro veementemente a qualquer um que queira desenvolver sua criatividade, que saia do espaço solitário e encontre um curso onde haja uma turma numerosa, seja qual for o curso – pintura, escultura, aquarela, tecelagem, etc. Volte para a escola de arte. Ingresse em um grupo de redação. Misture-se com seus iguais e respire um ar comum de empreitada compartilhada. Isso vai promover um entusiasmo renovado, e você vai ter uma reação mais honesta de um bom professor e de colegas de curso do que de seus amigos, que podem gostar do seu trabalho, mas também podem ter medo de ferir seus sentimentos delicados com críticas.

Referências Bibliográficas:
GARNER, L. Aprendendo com as lições da vida. São Paulo: Larousse, 2009 – Páginas: 68, 69, 70 e 71

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